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Estelionatário enganou fazendeiros de Boca do Acre oferecendo produto falso

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estelionatário
FOTO: POLÍCIA CIVIL

No mês passado, a Polícia Civil de Boca do Acre iniciou as investigações e descobriu um suposto crime de estelionato, praticado por José Schionchet, 57 anos, natural de Goiás. Tudo começou quando pecuaristas que foram lesados foram até a delegacia e narraram o acontecido. Segundo os fazendeiros, o vendedor percorreu as propriedades rurais, oferecendo dois produtos (zoofenol e zoovita) com a promessa de eliminar pragas relacionadas ao gado, como carrapato e moscas.

Segundo os pecuaristas, o golpista orientava que o produto fosse adicionado ao sal mineral. Depois de adquirir e não ter o resultado prometido, o produtores resolveram apresentar o fato ao investigador de Polícia Civil, Luciano Sena, que por sua vez iniciou o processo de varredura a respeito da empresa e do proprietário, que veio pessoalmente vender.

produtoCálcio e corante

Luciano descobriu que o produto não tem qualquer eficácia, uma vez que é feito à base de cálcio e corante e é fabricado de forma artesanal por uma empresa clandestina. Ou seja, o Zoovita e o Zoofenol não têm princípio químico nenhum que elimine os carrapatos e as moscas do gado. Sena pesquisou pelo CNPJ da empresa, que consta na embalagem do produto e também descobriu que a ZOO FORT não existe e que o número de CNPJ pertence a outra organização que já não opera mais.

Responsável técnico também falso

Sena percebeu que Mário Cardoso Leite, o suposto responsável técnico que consta na embalagem dos produtos, inclusive com número de inscrição no Conselho Regional de Medicina Veterinária, é um nome de fantasia, e que o CRMV (6230) pertence a outra pessoa.

ISO 9001

O investigador esclareceu ainda que as marcas de renome que constam também nos pacotes, assim como a certificação ISO 9001, foram colocadas como mais uma maneira de ludibriar o comprador.

Venda em larga escala

O suposto enganador ainda conseguiu vender mais de 600 mil reais em Boca do Acre. Mais de 40 fazendeiros foram vítimas do estelionatário. Além de Boca do Acre, José já ofereceu e vendeu o produto em estados como Pará, Rondônia, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e Amazonas.

Lucro astronômico

Luciano notificou o empresário que se apresentou na delegacia e assumiu que o produto era uma trapaça. Para o processo de fabricação, o golpista disse que não gastava mais do que 14 reais e vendia o kit a 1.200 reais.

Pedido

“Solicitamos que todos os que compraram o produto, que apresentem à delegacia para que façamos a apreensão e posteriormente a distribuição”, pediu o investigador.

“Estamos com apoio da delegacia de Goiania, em Goiás. A vigilância sanitária foi informada, a Adaf foi informada e o Ministério da Agricultura já foi informado”, disse o investigador.

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